quarta-feira, 4 de abril de 2018

Reflexão sobre Aniversários

Mesmo entre aqueles que não apreciam, completar mais um aniversário pode ser um importante exercício de Psicologia Positiva.

Era importante acordar cedo. Aproveitar cada minuto do dia como quem sorve o doce predileto a pequenas colheradas. Deixar-se despertar pelos aromas festivos que se espalhavam da cozinha por toda a casa, revogando o caráter corriqueiro do dia. O pernil assado desde cedo, o bolo prestígio, a carne desfiada, os pasteizinhos da vovó… O cheiro de festa começava como uma mistura de forno e fogão até se misturar, no início da noite, aos perfumes dos avós, das tias e das crianças penteadas, correndo pelo quintal. E era tudo por minha causa!

Nunca houve buffet infantil, decoração de princesa, lembrancinhas para os convidados. Ainda assim, eu me sentia uma rainha. Apesar da vida modesta, os aniversários da minha infância eram sagrados, o que me ensinou a perceber não apenas a importância da celebração, mas, sobretudo, a importância de mim mesma.
Sendo assim, meus aniversários passaram a significar algo muito além da simples repetição do dia e mês do meu nascimento. Até porque a história não começa por aí. Assim como você, caro leitor, cada um de nós nasce vencedor, na medida em que derrotamos cerca de 300 milhões de concorrentes. Somos o espermatozoide vencedor e essa já é, no mínimo, uma boa razão para comemorar.
É por isso que vejo como inspirador o fato de estar escrevendo este texto às vésperas do meu próprio aniversário (que normalmente tem a efêmera duração de uma semana). É preciso tempo para o devido savoring que a data exige. Comemorar com a família, amigos, os outros amigos que não puderam vir naquele dia, com os leitores da coluna, comigo mesma. Comemorar meu aniversário sozinha é de lei. Sentar-me em um restaurante especial, pensar no ano que passou, fazer um brinde a mim mesma e agradecer. Nesta época, soprar velas e fazer brindes é para mim um ritual de agradecimento.
Há quem discorde, como Rubem Alves, para quem “a celebração de mais um ano de vida é a celebração de um desfazer, um tempo que deixou de ser, não mais existe. Fósforo que foi riscado. Nunca mais acenderá. Daí a profunda sabedoria do ritual de soprar as velas em festa de aniversário. Se uma vela acesa é símbolo de vida, uma vez apagada ela se torna símbolo de morte”.
Penso diferente. Embora no meu aniversário eu também observe o “tempo que deixou de ser”, olho para ele com profunda gratidão, sentindo-me conectada a todos aqueles que dele participaram e satisfeita comigo mesma por não ter permitido que ele passasse inutilmente. Talvez essa seja a chave para se comemorar o aniversário com alegria: ser capaz de olhar para o passado com gratidão. Afinal de contas, a marca do tempo correndo só incomoda aqueles que se recusam a vivê-lo intensamente.
Mas o significado do aniversário pode ir ainda mais longe. Pode ser um marco a nos avisar sobre a brevidade do tempo, a urgência do agora e, sem dúvida, sobre a importância de sermos felizes sem adiamentos.
Ao que parece, aniversários são feitos do mesmo tecido da Psicologia Positiva, daí a importância que podem assumir em seu projeto pessoal de felicidade.
Nesse sentido, termino este texto fazendo minhas as palavras da revista Nat Geo: “Ao nascer você dividirá seu aniversário com mais de 17 milhões de pessoas. Durante seus 10 anos na escola, você terá uma média de 17 amigos, quando chegar aos 40 anos esse número terá diminuído para 2. Em seu corpo crescerão 950 km de pêlo. Você rirá uma média de 18 vezes por dia e andará o equivalente a 3 voltas ao mundo, comerá 30 toneladas de alimentos. Beberá mais de 9 mil xícaras de café e terá uma oportunidade em dez de ser eletrocutado. Em média, você passará 10 anos de sua vida no trabalho, 20 anos dormindo, 3 anos sentado no vaso sanitário, 7 meses esperando no trânsito e 2 meses e meio esperando no telefone. Passará 12 anos assistindo televisão e 19 dias procurando o controle remoto, após o que só lhe restará um quinto de sua vida pra ser vivida. Portanto, é melhor começar logo!”
Revista Psique Ciência & Vida Ed. 90 
Adaptado do texto “Aniversário” 
Por Lilian Graziano

terça-feira, 3 de abril de 2018

A Origem da Celebração de Aniversário


Como todos os dias se celebram milhares de aniversários no mundo, é interessante saber qual a origem deste costume.
Os aniversários têm origem pagã relacionada com a magia (as velas simbolizam a ligação com espiritual e proteção) e com a religião, embora no caso do cristianismo este costume estivesse abolido até ao século IV, altura em que a Igreja começou a comemorar o nascimento de Jesus Cristo.
Na antiga Grécia na Grécia, onde todos os anos se homenageava a Deusa da caça, Artemis, com um bolo e várias velas em cima de bolos de mel redondos para simbolizar a lua que, segundo a mitologia grega, era a forma da Deusa Artemis se expressar.
Nessas sociedades primordiais as comemorações de aniversário eram reservadas às classes sociais de elite e aos deuses. Assim, tanto os egípcios como os gregos restringiam essas festividades apenas aos faraós e deuses. Já os romanos permitiam essas celebrações apenas ao imperador, à sua família e aos senadores.
Com o tempo esse hábito acabou por chegar à Alemanha, na Idade Média, onde os camponeses festejam os aniversários dos seus filhos com um bolo, as velas em número idêntico à idade da criança e mais uma vela que simbolizava a luz da Vida.
Para se perceber a importância dos aniversários natalícios, deve-se compreender que na Idade Média as pessoas tinham uma crença profunda na existência de espíritos bons e de espíritos maus. Todos receavam que esses espíritos maus causassem mal ao aniversariante no seu dia de nascimento, pelo que ele ficava rodeado pela família e pelos amigos, cujos votos de felicidade e sua própria presença, o protegeriam contra os perigos desconhecidos que esse dia supostamente representava. A oferenda de presentes resultava numa protecção mais forte e quando acompanhada por uma refeição em conjunto ajudava a invocar a presença dos espíritos bons.
Pode-se portanto concluir que nesses tempos a festa de aniversário natalício destinava-se essencialmente a proteger a pessoa do mal e a tentar garantir que tivesse um bom ano à sua frente.
Atualmente as festas de aniversário servem para celebrar a conquista de mais um ano de vida e já não se invocam espíritos bons ou se tenta afastar espíritos maus. Trata-se essencialmente de um dia que se quer feliz e alegre, passado na companhia das pessoas que nos são mais queridas e importantes.
Rússia, Sérvia, Bulgária e Grécia
As meninas desses países têm direito a duas festas de aniversário por ano. Isso deve-se ao facto de que a maior parte delas tem nomes de santas e por isso é hábito comemorarem na data de nascimento e no dia da sua padroeira.
Finlândia
Na casa do aniversariante é costume hastear a bandeira do país. A tradição obriga a que seja servido um excelente pequeno-almoço com a família.
Senegal
Neste país a moda é preparar vários tipos de carne para homenagear a pessoa aniversariante. E convém que se esteja com energia extra (e dinheiro) pois a tradição obriga a que toda a vizinhança tenha direito a saborear o churrasco do aniversariante.
Tailândia
Em vez de ser feita uma festa de arromba, o aniversariante aproveita o seu dia para agradecer a vida e fazer boas ações, entre elas, distribuir alimentos aos monges budistas que passam pela rua.
México, Chile, Cuba e El Salvador
Durante a festa, o aniversariante, de olhos vendados, deve quebrar a piñata (vaso de barro cheio de guloseimas) com um pau de madeira, enquanto os amigos e familiares cantam músicas tradicionais de seu país.
Coreia
Na primeira festa de aniversário a criança coreana é posta em frente a uma série de objetos trazidos pelos convidados. Acredita-se que o presente escolhido pelo bebé dá uma sugestão do seu futuro e da sua futura profissão. Se, por exemplo,  ele escolher um carretel de linha, significa que terá uma vida longa e se escolher um livro será totalmente dedicado aos estudos. Por outro lado se escolher dinheiro ou arroz, terá sucesso financeiro quando for adulto.
Curiosidades:
– A palavra “aniversário” é de origem latina. Vem da junção da palavra “annus” (ano) e da palavra “vertere” (voltar), ou seja, “aquilo que volta todos os anos”.
– A celebração dos aniversários na Alemanha da Idade Média era efetuada ao amanhecer, sendo a criança acordada no dia do seu aniversário com um bolo de velas acesas.
Fonte - A Origem das Coisas.

sexta-feira, 30 de março de 2018

O Caminho de um Buscamor...


Nem sempre é fácil o caminho de um buscamor. Muitas vezes solitário e mesmo acompanhado, é um caminho interno a ser percorrido.

Quando nos colocamos a frente, como marcadores de passos, deixando pegadas no chão e sendo exemplo, o universo te testa o tempo todo. Afinal para sermos exemplo de algo, precisamos estar afinados na caminhada, há que ter um elo forte entre o coração e a alma, o equilíbrio.

Não é tudo rosa e perfumado, mas, quando se está entregue, sabemos que tudo tem um propósito e um início, meio e fim. Se ficarmos presos a palavra e ao sentimento problema, jamais encontraremos soluções. Se ficarmos presos no ego, jamais conseguiremos auxilio.

O caminho de um buscamor, passa pela noite escura da alma, onde ele terá de enfrentar seus medos até diluí-los, enfrentar suas sombras até ilumina-las, enfrentar suas lágrimas até que se tornem sorrisos, sua raiva até que se acalme e se torne em compaixão. Somos lapidados e purificados o tempo todo.

A jornada toma outra forma quando saímos da idéia de controle ou de que há algo ruim acontecendo, ela se torna mais suave, mas, para conseguirmos chegar nesse ponto de entrega, rendição e aceitação, precisamos passar por vales escuros, sombrios e frios. Precisamos aprender a enxergar com o coração, onde pisar, o que tocar e como respirar, sem nos intoxicarmos com o mal do mundo.

Estar no mundo sem ser do mundo.

Estar na escuridão sem pertencer a ela.

Estar na dor, sem nos identificarmos com ela.

Quando nos identificamos com a dor, ela se torna sofrimento e não nos traz nenhum ensinamento, e ainda temos grande chance de cairmos na posição de vítima.

Passar por essas fases todas é tão necessário quanto respirar, pois, somente assim aprenderemos a caminhar o caminho sabendo que ele é nosso mestre e não o destino final. Não é "lá" que habita a sabedoria, mas na entrega aos aprendizados do caminho.

Crescer, inclusive como Ser Humano, exige de nós que tenhamos clareza em cada escolha, em cada palavra, em cada ação, mas principalmente exige que tenhamos a coragem de nos curvar e nos momentos difíceis, pedir ajuda, Porque pedir ajuda é uma das maiores lições que temos de aprender. Sair da auto importância, do ego e do sentimento de que podemos tudo. Não podemos, não sozinhos. Aprender isso é de grande valia pois encurta caminhos. Afinal estamos sempre dispostos a ajudar, mas nos sentimos pequenos ao pedir ajuda...e enquanto não nos curvamos, tomamos pedradas, até compreendermos que a coluna foi feita para se curvar também, em sinal de humildade e aprendizado.

Quando compreendemos isso e nos entregamos sem questionamentos, uma força imensa toma conta de nós. Nesse momento o universo compreende que estamos aprendendo e nos preenche de coragem. Dar cor a ação.....e nos tornamos gigantes, pois não somos mais um, somos uma unidade com todos os que nos cercam.

Ser forte, é saber-se parte e ser sábio é compreender-se inteiro com todas as partes!

Ai, nasce nossa força e a reconhecemos. E dessa força, nasce uma alma liberta e absolutamente poderosa, porque já não briga mais com o caminho, está em estado de rendição e reconhece que mesmo nas pedras, os mestres estão para nos ensinar.

Ai aprendemos que somos breves... precisamos ser cada dia mais leves e fortes!

Rose Kareemi Ponce

terça-feira, 27 de março de 2018

Equinócio de Primavera

Por volta de (21 de Março) H. Norte / (21 de Setembro) H. Sul
Equinócio da Primavera
Ostara, conhecido também como o Equinócio da Primavera, é basicamente um festival Solar. Na agricultura, sinaliza o tempo em que as sementes são plantadas e começam o seu processo de crescimento. Ostara é tido como um momento de união e amor entre a Deusa (Lua) e o Deus (Sol), pois é um período de igualdade e equilíbrio entre as forças da Natureza, e isso indica também que é o momento ideal para fortalecer a energia de complementariedade entre homem e mulher.
Nesse dia, os antigos Pagãos da Europa acendiam fogueiras nos cumes de montanhas, pois acreditavam que o brilho do fogo seria capaz de tornar a terra frutífera e manter suas casas em segurança. O fogo aceso também simbolizava iluminar os caminhos para que o Sol pudesse retornar à Terra.
A Deusa reverenciada nesse dia é Eostre (observe a semelhança do nome Eostre com Easter = Páscoa, em inglês), e o Sabbat do Equinócio da Primavera ganhou o nome de Ostara em sua homenagem. O Cristianismo absorveu muito dos costumes e folclores Pagãos de Ostara, pois nos hemisfério Norte a atual data pascal ocorre próximo à data de Ostara.
Eostre, que significa “a Deusa da Aurora”, é uma Deusa anglo-saxã da Primavera, da ressurreição e do renascimento. Estava associada à fertilidade e aos grãos, e oferendas de pão e bolo eram feitas nessa época a Ela.
A primeira e mais preservada Tradição Pagã de Ostara é a pintura e decoração dos ovos. Se realmente analisarmos com cautela, por que os Cristãos têm o costume de se presentearem com ovos na Páscoa?
A resposta é simples, não acha?
O ovo simboliza a fertilidade da Deusa e do Deus, o símbolo de toda a criação. Ao decorá-los, estamos carregando-os como objetos mágicos, de acordo com as cores que utilizarmos. É uma Tradição também esconder os ovos, e achá-los simboliza que a pessoa alcançará suas metas. Outro simbolismo é o coelho da Páscoa. Muitos nem sequer percebem que o coelho é um dos maiores símbolos de fertilidade da Deusa, pois eles levam um período de 28 dias para gestarem e darem à luz os filhotes, e 28 dias é o ciclo de uma lunação.
Além disso, a lenda do coelho da Páscoa tem uma estreita relação com a referente à Deusa Eostre, na qual um gentil coelhinho pedia favores a Deusa e em troca botava ovos, decorava-os e presenteava a Deusa com eles. Segundo a lenda, Eostre ficou maravilhada com a beleza dos ovos e ficou tão contente que desejou que toda a humanidade pudesse partilhar de tamanha beleza e alegria. Assim, o coelho começou a viajar por todo o mundo na época do Equinócio da Primavera, presenteando a todos com seus ovos decorados.
Os símbolos desse Sabbat são as flores e os ovos coloridos. Esses ovos enfeitam o Altar e depois são colocados aos pés de árvores ou em vasos com plantas.
Ostara é o tempo da renovação, o momento ideal de passear por jardins, parques, bosques, florestas e outros lugares verdes, fazendo do passeio um verdadeiro ritual, uma celebração da Natureza e da vida.
Correspondências de Ostara
– Cores – verde, amarelo, branco;
– Deuses – Deuses jovens e da fertilidade e a Deusa, no seu aspecto de Virgem da Primavera;
– Ervas – tanchagem, lavanda, manjerona, alecrim, lilás, violetas, limão, bálsamo, madressilva, musgo de carvalho, rosas, sabugueiro, salgueiro, açafrão, narciso, junquilho, tulipa, cravos, verbena;
– Pedras – quartzo branco, quartzo rosa, ágata, lápis-lazúli, amazonita, citrino.
Atividades
– Caminhar pelo campo para colher flores. Enfeitar toda a casa com elas.
– Celebrar a Natureza fazendo uma oferenda aos elementais, agradecendo pela beleza proporcionada pela Primavera.
– Plantar uma árvore ou flores.
– Fazer um jardim.
– Colorir ovos e enfeitá-los com símbolos de fertilidade.
– Levar um buquê de flores a uma nascente em homenagem ao Espírito da Primavera.
Comidas e Bebidas
– Ovos;
– Cremes;
– Pães;
– Saladas;
– Bolos de mel;
– Vinho;
– Ponche;
– Leite e iogurte.
COMEMORANDO O OSTARA

Deve-se colocar flores no altar, ao redor do círculo e enfiadas no chão. O caldeirão pode ser cheio com ÁGUA mineral e flores, e botões e brotos também podem adornar as vestes. uma pequena planta envasada deve ser colocada no altar. Prepare o altar, acenda as VELAS e o INCENSO , e abra o círculo, invoque a Deusa e o Deus. De pé diante do altar, observe a planta e diga:
"Ó Grande deusa, Liberta da prisão gelada do inverno.
Agora é a hora do verdejar, quando a fragrância das flores se espalha com a brisa.
Este é o início.
A vida se renova por sua magia, Deusa da Terra.
O deus se distende e se ergue, ansioso em sua juventude,
e pleno com sua promessa do verão."
Toque a planta. Concentre-se a sua energia e através dela com toda natureza. Viaje por suas folhas e ramos em sua visualização do centro de sua consciência para fora de seu braço e dedos e penetrando dentro da própria planta. Explore sua natureza interior; sinta os milagroso processos da vida ativos em seu interior. Após algum tempo, ainda tocando a planta, diga:
"Caminho pela TERRA em amizade, não como dominador.
Deusa Mãe e Deus Pai, depositem em mim Através desta planta um AMOR por todas as coisas vivas;
Ensinem-me a reverenciar a TERRA e todos os seus tesouros.
Que eu jamais me esqueça."
Medite acerca das mudanças de estações. Sinta o crescer das energias na TERRA a seu redor. Trabalhos de magia, se necessários, podem seguir. Celebre um banquete simples. O círculo está desfeito.